D O O M E D



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taurux

esgotada:

“Com toda a sinceridade, eu amo você, mas vai se foder, vai.”

Escriturias.

floresciarte:

Quando tu chegou

Meus olhos te circundaram

Meus batimentos aceleraram

E tudo esquentou


Quando tu partiu

Muitos outros te amaram

Mas jamais ponderaram

Que sua alma a minha enlançou


Te querer a todo instante

E sentir o amor dilacerar

É um fado constante


Dei-lhe meu coração para cuidar

E tu deste-me seu sorriso radiante

Finalmente percebi: morro apenas por te amar

unicornsandblades:

image

parem de matar as mulheres, não só quando assassinam a carne, mas quando assassinam a alma.

quando você diz que ela mereceu.

parem de matar as mulheres.

ao olhá-la de cima a baixo, como se fosse um objeto a ser admirado.

parem de matar as mulheres.

quando você está com seus amigos e fala sobre coisas íntimas que com ela viveu, mesmo sabendo que esta confiou em você, ao tirar dela, como um véu, a inocência.

mesmo assim você ri, enquanto a chama de safada, e seus amigos concordam dizendo que é uma putinha.

sabendo que é você que namora.

parem de matar as mulheres.

já a puta na esquina, cansada de trabalhar a noite toda, de ser violada e violentada.

quando o homem dá um tapa na cara e puxa seu cabelo pra ela lhe satisfazer.

todos querem dominá-la, mas será que existe resquício de alma…

pra eles dominarem?

cospe na cara.

a noite acaba e está sozinha de novo, sem saber o que é ser amada, uma puta machucada?

deve ser piada.

parem de matar as mulheres.

e dentro de casa, a luiza, cuidando da casa, sem conseguir dormir, porque o marido está bêbado, e ela só quer sumir…

mas quando levanta os olhos, lá está ele com o ódio no olhar, prestes a quebrar uma garrafa de 51 em seu rosto, se ela ousar algo falar.

e a filha julia

com apenas 13 primaveras, apaixonada por joão, que tem 22, mas a ama profundamente,

ao ponto de proibi-la de ir a festa da amiga, porque tem muito medo de perdê-la.

mas se ela não der pra ele em breve? ele já prometeu largá-la.

eu imploro, parem de matar as mulheres.

e no final, cercada de padrões, ainda desejada, mas nunca amada, ela se encolhe e chora, e vê suas semelhantes.

a sofrer.

o questionamento sobre a vida engrandece.

o sentimento de irmandade emerge.

e com o último fôlego que lhe restava

ela grita:

PAREM DE MATAR AS MULHERES

e por um segundo…

tudo cessa.